Perfil dos Gestores de Academia Fitness no Brasil: Um Estudo Exploratório

Luis Carlos de Santana, Guilherme Moscardi Monteiro, Carla Costa Pereira, Flávia da Cunha Bastos

Resumo


Estudos sobre a indústria do fitness no Brasil têm abordado aspectos diferenciados sobre o segmento, mas sem se ater ao conhecimento do perfil do gestor, que pode nortear sua formação e carreira (Soucie, 2002; Celma, 2004). O objetivo do presente estudo foi levantar e descrever o perfil de gestores de academias e de redes de academias no Brasil no sentido de fornecer subsídios à formação do gestor para o segmento. Foi realizada pesquisa exploratória e descritiva junto a dirigentes de Academias isoladas e de Redes de Academias, através de formulário eletrônico composto por questões fechadas e abertas. O tratamento dos dados foi realizado através de estatística descritiva. Os resultados obtidos em relação ao perfil sócio-demográficos do gestor se coadunam com os verificados em estudos nacionais e internacionais relativos ao gestor de diversos segmentos esportivos (a maioria dos gestores está na faixa 30 a 39 anos e é do sexo masculino, tem formação superior e possui pós-graduação em nível de especialização). Foram verificadas diferentes características do perfil entre gestores dos dois grupos em relação ao grau e especificidade na formação continuada, à longevidade no cargo e que a gestão de Unidades está fortemente vinculada ao empreendedorismo no setor. Conclui-se que os gestores das organizações do setor têm características particulares a esse segmento da Indústria do Esporte.

DOI: 10.5585/podium.v1i1.14


Palavras-chave


Academias de Fitness; Gestor; Esporte.

Referências


Aguiar, F. A. (2007). Análise da satisfação dos clientes das academias de ginástica da cidade de João Pessoa-PB. Dissertação de Mestrado em Administração, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa.

Armiliato, A. (2007). Entrevista. Revista Fitness Business, 32, 14.

Azevêdo, P. H., Barros, F. J., & Suaiden, S. (2004). Caracterização do perfil do gestor esportivo dos clubes da primeira divisão de futebol do distrito federal e suas relações com a legislação esportiva brasileira. Revista de Educação Física/UEM, 15(1), 33-42.

Azevêdo, P.H. & Spessoto, R.E.N. (2008). Caracterização do perfil retrospectivo do dirigente esportivo de clube de futebol profissional da primeira divisão, entre os anos 2003 e 2007. In Anais do Congresso da Apogesd. Vila Real, APOGESD.

Bastos, F. C. (2003) Administração Esportiva: área de estudo, pesquisa e perspectivas no Brasil. Motrivivência, XV(20-21), 295-306.

Bastos, F. C. (2004) Sport Manager’s Fields of Practice – propose of a model for Brazil. The FIEP Bulletin, 74(n. special), 429-431.

Bastos, F. C., Barhum, R. A., Alves, M. V., Bastos, E. C., Mattar, M. F., Rezende, M. G. F. et al. (2006). Perfil do Administrador Esportivo de Clubes Sócio-Culturais e Esportivos de São Paulo/Brasil. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 5, 13–22.

Bastos, F. C., Fagnani, E. K., & Mazzei, L. C. (2011). Perfil de gestores de redes de academias de fitness. Revista Mineira de Educação Física , 19,.64-74.

Campos, I. A., Martínez, C., J., Mestre, S. J., & Pablos, A., C. (2007). Los profesionales de La organización y gestión de actividad física y deporte en las instalaciones deportivas y entidades: características socio-demográficas y formativas. Revista Internacional de Ciencias del Deporte. 8(3), 25-38.

Capinussú, J. M. (2006). Academias de ginástica e condicionamento físico – origens. In DaCosta, L P. (Org.). Atlas do esporte no Brasil. Rio de Janeiro: CONFEF.

Celma, J. (2004). ABC del gestor deportivo. Zaragoza: INDE.

Corrêa, S. A. M.; Ferreira, A. A. (2009). Estratégia competitiva das academias de ginástica da cidade de São Paulo. FACEF Pesquisa, 12(1), 63-76.

Fagnani, E. K. (2009). Perfil do gestor de Centros de Fitness de Grande Porte em São Paulo. Monografia de Conclusão de Curso, Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Furtado, R. P. (2009). Do fitness ao wellness: os três estágios de desenvolvimento das academias de ginástica. Pensar a Prática, 12 (1), 1-11.

Gomes, E. M. P. (2008). A participação das mulheres na gestão do esporte brasileiro. Rio de Janeiro: Quartet FAPERJ.

Homem, F. T. (1998). Contributo para o Estudo do Dirigente Desportivo Associativo. Horizonte, XIV (84), 28-37.

Laino, A. S. (2004). Cultura organizacional e os papéis da gestão de pessoas: um estudo de caso em academias de ginástica. Dissertação de Mestrado Profissionalizante, Engenharia de Produção/Sistema de Gestão, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro.

Lebre, E. & Santos Silva, J.V. (2004). Quem são os dirigentes da natação em Portugal? Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 4(2) Suplemento, 331-34.

Lima, J. B. & Andrade, D. M. (2003). Elementos situacionais e práticas de gestão em academias de ginástica. In Egepe – Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (pp. 915-932). Brasília, UEM/UEL/UnB.

Lopéz, A. L. & Luna-Arocas, R. (2000). Perfil del gestor público del deporte en la comunidad valenciana: un análisis preliminar. APUNTS: Educación Física y Deportes, 61, p. 88-94.

Maroni, F. C.; Mendes, D. R; Bastos, F. C. (2010). Gestão de Equipes de Voleibol do Brasil (Superliga 2007-2008). Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, 24(2), 239-248.

Miller, L. K,; Stoldt, G. C., & Comfort, G (2002). Profissões relacionadas à administração esportiva. In Hoffman, S. I. & Harris, J. C. (Orgs.) Cinesiologia: o estudo da atividade física (pp. 125-147). Porto Alegre: Artmed Editora.

Oliveira, G. A. S. O. & Votre, S. J. V. (2009). Assimetria de gênero na distribuição das mulheres na gestão esportiva. In XVI Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e III Congresso Internacional de Ciências do Esporte. Salvador, BA.

Pedroso, C. A. M. Q., Menezes, V. G., Sarmento, J. P., & Albuquerque, R. J. F. (2010). Perfil do gestor desportivo das federações olímpicas do Estado de Pernambuco. Efdeportes Revista Digital, 1 (145). Recuperado em 30 de outubro de 2012, de http://www.efdeportes.com/efd145/perfil-do-gestor-desportivo-das-federacoes-olimpicas .htm

Pitts, B. G. (2001). Sport Management at the Millennium: A Defining Moment. Journal of Sport Management, 15, 1-9.

Roth, C. W. (2007). A competitividade das academias de ginástica e musculação de Santa Maria – RS. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), Santa Maria.

Santana, L. C. (2012). Gestão de academias e mercado de fitness. In Mazzei, L. C. & Bastos, F. C. (Orgs.) Gestão do Esporte no Brasil: desafios e perspectivas (pp. 163-196). São Paulo: Ícone Editora.

Sarmento, J. P., Pinto, A., & Oliveira, A. E. (2006). O perfil organizacional e funcional do gestor desportivo em Portugal. Revista Portuguesa de Gestão de Desporto, 3 (2), 58-63.

Schwengber, R., Burgos, L. T., & Burgos, M. F. (2010). O perfil organizacional e funcional das academias de Santa Cruz do Sul. Efdeportes Revista Digital, 15(143). Recuperado em 30 de outubro de 2012, de http://www.efdeportes.com/efd143/o-perfil-organizacional-e-funcional-das-academias.htm

Spiller, E. S., Plá, D., Luz, J. F., & Sá, P.R.G. Gestão de Serviços e marketing interno (3ª ed.). Rio de Janeiro: Editora FGV.

Soucie, D. (2002). Administración, organización y gestión deportiva. Zaragoza: INDE.

Vergara, S.C. (2006). Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review e-ISSN: 2316-932X
Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade, São Paulo - SP, (Brasil). 01504-000